terça-feira, 14 de junho de 2011

O REENCONTRO DOS NATURAIS E AMIGOS DAS MÓS

Como fora previamente anunciado, o 9º Encontro / Convívio dos Naturais e Amigos das Mós realizou-se no passado dia 11 de Junho, e pela terceira vez a Confraternização teve lugar no amplo recinto anexo ao edifício dos Missionários da Consolata no Alto da Maia – Ermesinde. Cerca das 11horas e 30, chegou o autocarro proveniente das Mós e a vastidão da área disponível contribuiu para uma extraordinária dispersão dos convivas, de tal modo que ninguém diria que estavam presentes mais de duas centenas de participantes, um número considerável se levarmos em linha de conta que este é o nono encontro consecutivo, levado a cabo pela nossa prestimosa Associação. Antes e durante a refeição festiva, formaram-se dezenas de grupos de pessoas com maiores afinidades, para conviverem mais estreitamente durante meia dúzia de horas. Comeram-se fresquíssimas sardinhas assadas, carne de porco assado no espeto, frango assado e batatas fritas… Tudo bem regado com o delicioso vinho da nossa Terra. Os abstémios e os mais doentes tiveram à sua disposição sumos e outras inofensivas bebidas. E como não podia deixar de ser, foram “comes e bebes” à discrição, sem restrições, como sempre…Depois do repasto, a maioria dos convivas aproximou-se da mesa onde estavam expostos os livros: “A Caminho de Santa Bárbara” de autoria da Mosense do coração, Dr.ª Maria Cristina Quartas e o “Trovador do Douro”, obra póstuma do distinto dourófilo Professor Mário Anacleto. Pelas 16 horas, o nosso habitual “pivot” (o Amigo José Alberto) convidou os presentes a deslocarem-se para o anfiteatro a fim de ficaram mais perto do palco, situado na parte inferior do recinto, onde começariam por ter lugar os programados recitais das irmãs Quartas. Antes das duas poetisas entrarem em funções, foi chamado ao palco o autor destas linhas que, por ainda não ter lido as acima referidas obras, se limitou a evidenciar algumas qualidades de sua prima, a Dr.ª Cristina Quartas que, apesar da pouca convivência entre ambos, já o haviam impressionado: a sua extrema sensibilidade e a sua intrepidez. A primeira, bem patenteada na paixão genuína e rediviva pelas Mós e o Douro Superior, acrescida com a faculdade de se impressionar vivamente com as pessoas e as coisas simples; a sua intrepidez ficou amplamente demonstrada quando se dirigiu aos dois presidentes da Câmara e da Junta, convidando-os a custearem as edições dos dois livros acima referidos. As duas irmãs recitaram de maneira muito sensibilizante, com vozes bem timbradas, versos direta ou indiretamente repletos de romantismo. Depois, os organizadores acharam propício o ensejo para homenagear, a título póstumo, o Mosense José Eraldo, antigo jogador de futebol da equipa representativa das Mós. Apesar da entrega da respectiva placa ter ficado adiada, usou da palavra o amigo Luís António Sequeira (sobrinho do homenageado] que fez uma breve resenha do homem e do jogador precocemente desaparecido do “mundo dos vivos”. Para fechar com ”chave de ouro”, atuou o Amigo Carlos Pedro que tocou e cantou com a sua voz bem timbrada, canções tradicionais e a balada “Traz outro amigo também” de Zeca Afonso. Mais significativa do que esta, é a reportagem fotográfica realizada por este Amigo das Mós. Portanto, eu sugiro aos meus pacientes leitores que consultem o dasmos.blogspot.com, até porque “uma boa imagem vale por mil palavras”. Ao fim da tarde, a Organização serviu aos convivas um apetitoso caldo verde e frango assado, fruta e bebidas. Para recordar ficaram também os instantes de convívio com amigos e parentes, recordando não só os nossos maiores mas também alguns acontecimentos de tempos passados. Em todos nós, os ausentes, era evidente um sentimento comum: uma afectuosa saudade pelos aspectos singulares da paisagem natural do termo das Mós e da região onde está inserida. Em suma: foram inesquecíveis momentos em que parentes e amigos saudosos se reencontraram, para relembrarem os que partiram e os sítios onde passaram os dias ledos dos verdes anos. Eventos como este têm o condão de provocarem nos ausentes uma indefinível renovação de forças físicas e anímicas. 
Algés, 14 de Junho de 2011 
José Gomes Quadrado

Sem comentários:

Enviar um comentário